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				<journal-title>Cuestiones de Filosofía</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Cuestiones de filosofía</abbrev-journal-title>
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				<publisher-name>Universidad Pedagógica y Tecnológica de Colombia (UPTC)</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.19053/01235095.v9.n32.2023.13916</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artigo de investigação</subject>
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				<article-title><bold>Educação ambiental pós-metafísica</bold><xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref>
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						<given-names>Alves</given-names>
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					<institution content-type="original"> Western Paraná State University, Brazil Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil. Doutor em Educação. Universidad Internacional Iberoamericana - UNINI (México) e Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE (Brasil). Bolsista de Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; CNPq - Nível 2 em Educação. https://orcid.org/0000-0003-2548-5086. Correo electrónico: vilmar.alves@unini.edu.mx</institution>
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			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jan-Apr</season>
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			<volume>9</volume>
			<issue>32</issue>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>Resumen</title>
				<p>Este estudio tiene como objetivo discutir la crisis de la metafísica asociada a la crisis de la Educación ambiental. Es un acercamiento desde el horizonte de la Hermenéutica filosófica, en el que en un primer momento se tiene como punto de partida la identificación y problematización del concepto de racionalidad que orienta la metafísica tradicional, mientras en un segundo momento se discute la crisis de la metafísica realizada por Habermas, presentando posteriormente las condiciones del 'pensamiento post-metafísico'. Este proceso permite sugerir una Educación ambiental post-metafísica desde la concepción de 'racionalidad ambiental' propuesta por Leff. La necesidad de esta perspectiva está asociada al hecho de que la 'Educación ambiental conservadora' encuentra numerosas dificultades para enfrentar los problemas de nuestro tiempo. En este sentido, el surgimiento de una 'Educación ambiental post- metafísica' puede contribuir a la renovación de significados ambientales y posibilidades de acción. Estos movimientos pueden ofrecer aportes muy fructíferos al campo de los fundamentos de la educación ambiental.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>This study aims to discuss the crisis of metaphysics associated with the crisis of Environmental Education. It is an approach from the horizon of Philosophical Hermeneutics, in which in a first moment the starting point is the identification and problematization of the concept of rationality that guides traditional metaphysics, while in a second moment the crisis of metaphysics made by Habermas is discussed, subsequently presenting the conditions of 'post-metaphysical thought'. This process allows to suggest a post-Metha-physical Environmental Education from the conception of 'environmental rationality' proposed by Leff. The need for this perspective is associated with the fact that 'Conservative Environmental Education' finds numerous difficulties in facing the problems of our time. In this sense, the emergence of a 'post-metaphysical environmental education' can contribute to the renewal of environmental meanings and possibilities of action. These movements can offer very fruitful contributions to the field of the foundations of environmental education.</p>
			</trans-abstract>
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				<title>Palabras clave:</title>
				<kwd>educación ambiental</kwd>
				<kwd>post-metafísica</kwd>
				<kwd>racionalidad</kwd>
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				<title>Keywords:</title>
				<kwd>environmental education</kwd>
				<kwd>post-metaphysics</kwd>
				<kwd>rationality</kwd>
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		<sec>
			<title>Contextualização</title>
			<p>Os modos como fazemos, vivenciamos, defendemos, sentimos e pensamos a 'Educação ambiental' não ocorrem em vazios, mas estão cheios de intencionalidades, racionalidades, teleologias, desejos, demarcações políticas e projetos de sociedade. Portanto, as compreensões sobre qual 'Educação ambiental' fazemos devem transcender visões mágicas da crise ambiental e das relações humanidade-natureza. Desse modo, ancorado em estudos pretéritos, este estudo tem a pretensão de, ao revisar a tradição metafísica, sua identidade e sua crise, apontar para as limitações de uma noção de racionalidade que orienta a metafísica e, por decorrência, a subjetividade e a racionalidade instrumental moderna. Portanto, a crise ambiental pode ser vista como uma crise da racionalidade metafísica que, por separar o mundo físico do além-físico, cria concepções de humanidade-natureza segregadas, com cisões profundas, gerando grandes patologias socioambientais. As referidas patologias são sinais e sintomas evidentes da profunda crise ambiental que atravessamos. Elas podem ser identificadas tanto nos eventos extremos da mutação climática, nas práticas extrativistas, nos ataques aos povos de florestas, quanto no aumento da desigualdade social que estampa as faces de um modo de produção patológico no que tange a defesa da vida.</p>
			<p>Pensar esses amplos movimentos pelo horizonte dos fundamentos da educação ambiental, em especial pelo horizonte da Hermenêutica filosófica, pode ser muito profícuo no alargamento compreensivo da 'Educação ambiental', ampliando sentidos, renovando horizontes e perspectivas políticas do existir em tempos de difíceis travessias. De igual importância, é reconhecer a dificuldade que temos, a partir desse olhar, em singularizarmos tanto a 'Educação ambiental' quanto a crise, as quais se assumem fundamentalmente plurais, no mundo prático, como uma crise da racionalidade metafísica (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Habermas, 2001a</xref>, 2001b, 2002), uma crise civilizatória (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Leff, 2009a</xref>), uma crise sociopolítica do modo de produção capitalista globalizador (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Löwy, 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Rivera de Rosales, 2021</xref>) e uma crise de sentido (<xref ref-type="bibr" rid="B40">Zohar e Marshall, 2012</xref>).</p>
			<p>A proposição de uma 'Educação ambiental pós-metafísica' emerge desse movimento compreensivo a partir de estudos de diferentes autores, em especial <xref ref-type="bibr" rid="B15">Habermas (2002)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B19">Leff (2006)</xref>. De Habermas, desponta a recuperação do horizonte metafísico e a percepção de seu deslocamento. De Leff, a compreensão da crise civilizatória como crise da racionalidade instrumental estratégica a mesma que, para Habermas, orienta o mundo do sistema. Soma-se a isso, a abertura ontológica propiciada pelo horizonte fenomenológico-hermenêutico da linguagem, que possibilita a emergência e o reconhecimento de ontologias ambientais (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Nabaes e Pereira, 2016</xref>), bem como de uma ontoepistemologia ambiental compreendida como um modo de pensar e fazer ciência que reconhece e acolhe a dimensão ontológica nas múltiplas expressões dos humanos e não humanos no que concerne a questão ambiental (Pereira, 2019).</p>
			<p>Em estudo anterior (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Pereira, 2015</xref>) a partir de <xref ref-type="bibr" rid="B15">Habermas (2002)</xref> recuperam aspectos orientadores da racionalidade metafísica e demonstra sua crise e as motivações da emergência do pensamento pós-metafísico. É nesse horizonte de possibilidades que é gestada a perspectiva de uma 'racionalidade ambiental pós-metafísica'.</p>
			<p>Neste estudo, percebendo que o campo dos fundamentos da educação ambiental está se deslocando, dado aos aspectos da crise até aqui apresentados, ao reconhecimento do universo da linguagem e às possibilidades de uma 'racionalidade ambiental pós metafísica', questionamos sobre qual a necessidade e a possibilidade de uma 'Educação ambiental pós-metafísica', como horizonte de reconfiguração de sentidos, de redefinição ontológica e alargamento compreensivo da dimensão ambiental com profundas mudanças na relação humanidade-natureza.</p>
			<p>O enfrentamento dessa pergunta passa, em nosso entendimento, por três movimentos: 1) movimento identitário da metafísica, potencialidades e limites; 2) movimento de aproximação entre a metafísica e a 'Educação ambiental' de base tradicional conservadora; 3) movimento propositivo de uma 'Educação ambiental pós-metafísica' pelo horizonte da linguagem.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Da metafísica</title>
			<p>De acordo com o Abbagnano, no <italic>Dicionário de Filosofia,</italic> quando falamos em Metafísica estamos nos remetendo a uma palavra de origem greco-latina (do grego antigo (μετά [metà] = depois de, além de tudo; e Φύσις [physis] = natureza ou física). Do latim <italic>Methaphysique</italic> que pode ser compreendida como &quot;Ciência primeira, por ter como objeto, o objeto de todas as outras ciências e, como princípio, um princípio que condiciona a validade de todos os outros&quot; (2015, p. 766). O termo teria sido utilizado pela primeira vez por Andrônico de Rodes por volta do século I a.C, ao classificar os modos de conhecer de Aristóteles, entre eles téchne (arte) e epistéme (ciência) e a Metafísica responsável sobre as grandes perguntas relativas às questões transcendentais do ser. Para Habermas:</p>
			<disp-quote>
				<p>Caracteriza-se como 'metafísico' o pensamento de um idealismo filosófico que se origina em Platão, passando por Plotino e o neoplatonismo, Agostinho e Tomás, Cusano e Pico de Mirandola, Descartes, Spinoza e Leibniz, chegando até Kant, Schelling e Hegel. É, conforme já apontamos o modelo que prima pelo pensamento da identidade, da busca de explicar a origem e a essência em cada ser; da restrição do múltiplo ao uno, das bases idealistas que pretendem explicar o ser desde Platão; da ordem fundadora da unidade que subjaz como essência dos fenômenos e da idéia de hierarquização dos conceitos de Platão. Esse modelo atribui um lugar privilegiado à filosofia e à teoria que, transcendendo a prática, pretendem explicar esses saberes transcendentais (1990, p. 38).</p>
			</disp-quote>
			<p>Ao longo da história do pensamento ocidental, a Metafísica ocupa espaços importantes definidores de sentidos e de perspectivas, com referência a diferentes modos de ser e de habitar o mundo, como reconhecem Nabaes e Pereira:</p>
			<disp-quote>
				<p>De forma muito ampla, pode-se destacar que por vezes a discussão metafísica esteve ligada a elementos da natureza (primeiros filósofos); polarizada, como em Parmênides (o Ser é, o Não Ser não é); associada ao movimento (Heráclito); marcada pela ascese ao ideal (Platão); demarcada em categorias (Aristóteles); identificada com as questões teológicas (no Medievo); para, a seguir, ser destituída de elementos religiosos e centralizada no sujeito (modernidade) (2016, p. 191).</p>
			</disp-quote>
			<p>Outra compreensão considera a modernidade como demarcadora de uma nova Metafísica. Trata-se da Metafísica da subjetividade. Nela, a figura do sujeito é responsável por atribuir ou dar sentido à realidade. Essa mudança na metafísica se dá a partir de um deslocamento para as questões do além físico sobre o mundo, Deus, alma, origem, entre outras perquirições traduzidas em algumas perguntas como: Quem sou eu? O que é o ser? A alma existe? De onde vim? Para onde vou? O referido deslocamento se dá, no contexto da modernidade, pela demarcação de uma nova subjetividade e da racionalidade que passam, agora, a ser inseparáveis, com potencialidades de definir a realidade. Essa configuração desloca o horizonte metafísico até o sujeito, no qual a busca de uma consciência subjetiva, racional e autônoma, antes atribuída à exterioridade, passa agora a ser integrante da dimensão intrínseca do sujeito. Portanto, a metafísica da subjetividade se traduz na capacidade e nos projetos modernos como por exemplo, do racionalismo, liberalismo, idealismo, positivismo e marxismo entre outros, atribuindo sentido ao mundo, à sociedade, à política e, fundamentalmente, à educação. Assim, é possível pensar as grandes teleologias modernas ancoradas nessa nova metafísica. Isso pode ser percebido desde o esforço de Descartes em construir um novo edifício ancorado na razão, em Kant com a busca do sujeito autônomo e esclarecido, até Comte com sua confiança na ciência, com centralidade em seu estado positivo (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Hermann, 1997</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Bicca, 1997</xref>).</p>
			<p>Nesse horizonte metafísico, é identificada a racionalidade instrumental estratégica. Ela tem seu ápice nas modernas relações de domínio. No entanto, conforme a 'dialética do esclarecimento', trata-se de uma racionalidade que já está presente desde o mito, ancorada nas necessidades de vencer as forças mágicas e dominar a natureza. Uma das expressões dessa perspectiva aparece na mitologia, em Ulisses que, para ser o grande conquistador e retornar para casa, nega a dimensão da sensibilidade. Ao negar o canto da seria e ao combater seus próprios aliados para ter sua esposa e seu reino de volta, Ulisses é a representação de uma racionalidade fria, calculista que se prospecta amplamente no contexto da metafísica moderna, nos projetos de domínio da natureza, agora com o amparo da ciência. No entender de <xref ref-type="bibr" rid="B2">Adorno e Horkheimer (1985)</xref>, a racionalidade instrumental estratégica se traduz por buscar, nas múltiplas relações, o aumento do lucro e do poder sendo, portanto, essa racionalidade que alimenta os processos de domínio no sistema capitalista. Ela orienta e conduz as relações no mundo do sistema e causa grandes patologias nas estruturas do mundo da vida (Adorno e Horkheimer 1985; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Habermas, 2002</xref>).</p>
			<p>Nesse sentido, a crítica moderna a essa racionalidade e ao sujeito metafísico é feita pelos pensadores representantes da Escola de Frankfurt. Com a força que toma a expressão &quot;crise da Modernidade&quot; alguns autores exercitam o esforço de explicitá-la. É o caso de <xref ref-type="bibr" rid="B3">Adorno e Horkheimer (1995)</xref> que demonstram uma certa &quot;aporia&quot; da subjetividade no texto sobre sujeito objeto, no qual, ao pretender o sujeito dominar o objeto, ele próprio acaba se convertendo em objeto (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Pereira, 2010</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B39">Weber (2004)</xref> também demonstra as insuficiências de uma ontologia de um sujeito que, com seu modo de ser e de dominar, através do uso da racionalidade estratégica acaba construindo a sua própria &quot;jaula de ferro&quot;. Essa é mais uma patologia da racionalidade metafísica que orienta o sistema capitalista. Nesse horizonte, o capitalismo é visto não apenas como um sistema de descuido, mas de destruição da vida (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Löwy, 2019</xref>). Convém ressaltar que, na própria modernidade, ocorre a aproximação entre a metafísica e a ontologia sendo que, já no seu próprio interior, começa avaliar as limitações da metafísica tradicional em atribuir o sentido ao ser. A referência maior que oferece novo vigor a essa questão é <xref ref-type="bibr" rid="B16">Heidegger (2015)</xref> que promove, talvez, a maior contribuição à filosofia de nossos tempos, definindo princípios que são fundamentais para pensarmos os deslocamentos aqui percebidos. Com ele aprendemos que, como seres históricos nunca somos, mas estamos sendo e realizamos nossa existência no tempo. Desse modo, Heidegger revisita toda a metafísica tradicional no sentido de reconhecermos e fazermos uma constituição de horizontes e de preceitos bem como descrevermos processos de reestruturação histórica a partir de crises não teóricas, mas existenciais, na busca do sentido do ser e do existir. Eis aí o grande desafio pois, como Heidegger entende, &quot;(...) o ente que temos a tarefa de analisar somos nós mesmos. O ser desse ente é cada vez meu&quot; (2015, p. 85).</p>
			<p>A crítica à racionalidade metafísica é feita também por <xref ref-type="bibr" rid="B26">Nietzsche (1974)</xref> no conjunto de suas obras, em especial em <italic>Sobre Verdade e Mentira no sentido extramoral</italic> na qual demonstra as limitações da subjetividade ao pretender definir a realidade, o que é o ser, a verdade, o espaço e o tempo. Criticando densamente esse modo de pensar, Nietzsche considera que a verdade faz parte de uma invenção e, portanto, ela pode ser um &quot;amontoado de mentiras&quot;. Também critica &quot;a noção da coisa em si kantiana&quot;, como algo &quot;da cabeça de um metafísico&quot;. O mesmo esforço é demonstrado em <italic>O Nascimento da Tragédia</italic> onde, ao fazer a opção pela dimensão apolínea e sufocar as potências do dionisíaco, a humanidade no ocidente, teria feito a escolha errada (1992). De certo modo, Nietzsche aplica um grande ataque que destitui a subjetividade metafísica.</p>
			<p>Acompanham essa crítica, <xref ref-type="bibr" rid="B10">Freud (1997)</xref>, em <italic>O Mal-Estar na Civilização;</italic><xref ref-type="bibr" rid="B4">Bauman (1998)</xref>, <italic>O mal-estar da Pós-Modernidade;</italic><xref ref-type="bibr" rid="B35">Santos (2010)</xref>, <italic>Um discurso sobre as ciências;</italic><xref ref-type="bibr" rid="B11">Gadamer (2002)</xref>, <italic>Verdade e Método;</italic><xref ref-type="bibr" rid="B34">Rorty (1998)</xref>, <italic>A Filosofia e o espelho da Natureza</italic> e <xref ref-type="bibr" rid="B15">Habermas (2002)</xref>, em <italic>Pensamento Pós-Metafísico.</italic> Salvaguardando as especificidades das críticas, em todos há um ponto comum: a racionalidade moderna metafísica tem se demonstrado insuficiente em atingir suas proposições emancipatórias. Ao contrário, o modo como ela se impôs tem apresentado processos de mitigação da vida e de esvaziamento do ser. Isso fica claro, no horizonte de patologias socioambientais contemporâneas que demonstram a incapacidade humana em garantir mais vida, mesmo em tempos da demarcação do antropoceno como a era humana.</p>
			<p>No que concerne à aproximação entre a racionalidade metafísica e a 'Educação ambiental', estamos fazendo menção à corrente de 'Educação ambiental conservadora', na qual é reconhecida uma dicotomia entre o ambiente e o ser humano visto como destruidor. Nela, são buscadas relações de retorno à natureza primitiva e à harmonia entre o ser humano e a natureza, relação na qual o ser humano faz parte da natureza em sua dimensão biológica (reducionismo biológico). Nessa perspectiva, o papel do cientista é visto como o único detentor do saber com capacidade de produzir ciência de modo isolado da sociedade. Trata-se de uma abordagem na qual não se enfrentam questões ambientais que envolvem conflitos e, portanto, não se abordam os problemas ambientais de natureza e participação política. Desenvolve inúmeras atividades externas voltadas à contemplação da natureza, preferencialmente em datas comemorativas, não promovendo mudanças profundas (<xref ref-type="bibr" rid="B37">Silva, 2007</xref>).</p>
			<p>Assim como a racionalidade metafísica demonstra suas dificuldades, seu esgotamento e suas dificuldades de encontrar alternativas para os desafios do nosso tempo, a 'Educação ambiental conservadora' também encontra limitações nas respostas à crise ambiental como uma crise civilizatória que reivindica olhares e compreensões adequados para reconhecerem densos processos eivados de dimensões políticas, econômicas, sociais e culturais, as quais mitigam e, por vezes, extinguem a vida em diferentes contextos.</p>
			<p>As patologias socioambientais são expressões do esgotamento de um paradigma que, no seu modo de produzir a ciência, em especial na modernidade, demonstrou inúmeras insuficiências na implementação de processos em favor de mais vida. Os desvios de rota desse modo de proceder podem ser percebidos na América Latina e no mundo, nas alianças de governos com políticas econômicas orientadas pela noção de desenvolvimento que alimenta o sistema capitalista. Pode também ser visto no incentivo e nas liberações dos mega projetos da mineração, liberação do uso de agrotóxicos, privatização da água, aumento do desmatamento e das queimadas, aquecimento global e mudanças climáticas; com muita intensidade, também, estão presentes nas dificuldades de salvar vidas, no negacionismo no contexto da pandemia Covid19, na lógica das guerras, nas disputas por controles de energias, na vulnerabilidade dos povos das florestas, comunidades ribeirinhas, nos povos das periferias urbanas, no aumento do racismo ambiental e da exclusão digital mas, fundamentalmente, no aumento da desigualdade social. Todas essas temáticas são acolhidas e problematizadas no horizonte da 'Educação ambiental crítica'.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Do olhar de Habermas da crise da metafísica e a emergência do pensamento pós metafísico</title>
			<p>Para compreendermos o amplo deslocamento que ocorre nesse processo de transição, é fundamental reconhecermos que:</p>
			<p>A guinada linguística colocou o filosofar sobre base metódica mais segura e o libertou das aporias das teorias da consciência. Neste processo configurou-se, além disso, uma compreensão ontológica da linguagem que torna sua função hermenêutica, enquanto intérprete do mundo independe em relação aos processos intramundanos de aprendizagem e que transfigura a evolução dos símbolos linguísticos inserindo-os num evento poético originário (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Habermas, 2002</xref>, p. 16).</p>
			<p>Para Habermas, é desse horizonte linguístico que se criam as condições de um pensamento pós-metafísico. Quando falamos da perspectiva pós-metafísica não fazemos uma associação direta com a compreensão de uma condição pós-moderna. Esse aspecto é muito visível, à medida que adentramos no pensamento de Habermas que, essencialmente, identifica a Metafísica com a filosofia moderna da subjetividade e da consciência, tanto na perspectiva transcendental quanto na perspectiva do idealismo alemão absoluto (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Puntel, 2013</xref>). No entanto, existem diferenças substanciais no que concerne a esse lugar de chegada, pois pode haver uma modernidade inacabada de horizonte pós-metafísico. Como isso acontece é o objeto específico em duas de suas obras a saber: <italic>O Discurso filosófico da modernidade</italic> e <italic>Pensamento pós-metafísico.</italic></p>
			<p>Na primeira obra, em seu capítulo I, procurando demonstrar os aspectos basilares da modernidade, Habermas nos apresenta condições, não só de seu entendimento, mas de sua capacidade de auto certificação. Realiza esse movimento tomando por referência a leitura weberiana que considera haver, na modernidade, uma certa racionalidade homogênea e dominante. Em apressada síntese, para Habermas (1990) é necessário considerar, em <xref ref-type="bibr" rid="B39">Weber (2004)</xref>, o alcance dessa racionalidade moderna europeia como uma noção de racional mais liberta das imagens místicas do mundo que teria contribuído para a criação de uma cultura profana. Essa racionalidade promove desdobramentos no mundo prático, na organização das sociedades e, em especial, nos sistemas econômicos. Uma das decorrências é que a referida racionalidade interfere diretamente nas estruturas do mundo da vida. Para Habermas, a noção dessa racionalidade weberiana, por um lado pode criar e reconhecer as possibilidades de, na modernidade, buscarmos um mundo novo com ampliação de direitos e de sentido, conquistas sequer pensadas no contexto medievo; por outro, trata-se de uma racionalidade viciada que busca, a qualquer custo, o alcance do aumento do lucro e do poder, no sistema capitalista, como já mencionamos (1990).</p>
			<p>O texto também toma como destaque especial o pensamento de Hegel sobre a modernidade. Para Habermas foi ele quem, primeiramente, reconheceu a modernidade como os &quot;novos tempos&quot;, pela demarcação de um período marcado pela inedicidade e pela originalidade, associada à ideia de modernidade como espírito do tempo, até hoje referenciada por diversos autores. Essa compreensão avança no sentido de movimento e reconhecimento de um novo período em relação àquilo que é velho. Aqui, pela leitura de Habermas, o moderno aparece como superação do velho.</p>
			<p>Essa leitura hegeliana feita por Habermas cria as condições para que possamos perceber os estreitos vínculos entre a modernidade e a filosofia da subjetividade, os quais culminam com a metafísica da subjetividade, conforme já afirmamos. Habermas alerta para o fato de que essa subjetividade possui limites, dentre eles, o da objetivação do mundo. Ou seja, o princípio da subjetividade é um demarcador, uma espécie de consciência de um tempo através de uma razão centrada no sujeito. A partir dessa compreensão, fica mais claro compreendermos os movimentos que vão de Descartes a Hegel e que reforçam o horizonte metafísico.</p>
			<p>O que podemos inferir é que da demonstração das limitações do pensamento metafísico e, a partir dos novos potenciais de racionalidade que emanam do horizonte linguístico, Habermas preleciona que se criam as condições de um pensamento pós-metafísico. Mas como ele chega a isso?</p>
			<p>No próprio <italic>Discurso filosófico da modernidade,</italic> Habermas demonstra as fragilidades do pensamento metafísico em se sustentar sobre as mesmas bases. Chamamos atenção especial para o capítulo IV <italic>A corrosão do racionalismo ocidental pela crítica da metafísica: Heidegger.</italic> Trata-se de um estudo em que Habermas considera que Heidegger &quot;(...) recoloca a filosofia na posição dominante da qual havia sido expulsa pela crítica dos jovens hegelianos&quot; (2002, p. 187). Para além disso, reconhece que &quot;(...) a originalidade de Heidegger consiste em classificar a dominação moderna do sujeito de acordo com a história da metafísica&quot; (p. 190). O alcance da crítica de Heidegger coloca sob suspeita toda a tradição metafísica, mudando a centralidade das compreensões sobre o ser e ampliando sentidos, como percebe Valle Jimenez:</p>
			<p>En definitiva, la crítica de Heidegger se dirige principalmente hacia la concepción del ser de la tradición metafísica, pues todas las consideraciones y clases de humanismo presuponen y dan por supuesta que la esencia del ser humano, reconocida universalmente, es la de animal racional. El hombre entendido como un animal más entre otros, con el status distinto proveniente de la razón, pero aun dentro de esos parámetros (2020, pp. 79-80).</p>
			<p>Essa compreensão ontológica contribui e cria algumas condições da emergência de um pensamento pós-metafísico. Habermas parte da compreensão de que, para termos um pensar filosófico defensável, devemos promover uma ruptura e um processo de libertação da tradição metafísica ocidental, reconhecendo o esgotamento de um modo de pensar sustentado pela filosofia da consciência. Com essa pretensão questiona, profundamente, o papel da filosofia e seu possível envelhecimento ao credibilizar a razão como ordenadora do mundo. É a partir dessa compreensão que Habermas formula uma nova noção de racionalidade com a pretensão de poder recuperar a universalidade da razão. Estamos fazendo menção à racionalidade comunicativa, em cuja formulação, o autor considera quatro conceitos de ação: ação teleológica; ação regulada por normas; ação dramatúrgica e ação comunicativa. Para ele, a <italic>a</italic>ção <italic>comunicativa</italic> é &quot;(...) a interação de ao menos dois sujeitos de linguagem e de ação que estabelecem uma relação interpessoal&quot; (2001a, p. 124). Trata-se de um conceito de ação que cria as condições de reconhecimento de uma racionalidade inclusiva, cooperativa e interpretativa que aproxima o mundo subjetivo do mundo social, criando condições intersubjetivas de compartilhamento do mundo (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Dutra, 2005</xref>).</p>
			<p>Ao apresentar as condições da emergência do pensamento pós-metafísico, Habermas realiza uma densa avaliação da tradição metafísica moderna a partir da filosofia da consciência e, ao mesmo tempo, como reconhecem Pereira, chama a atenção para &quot;(...) todo um movimento que demonstra a emergência da filosofia da linguagem como possibilidade de uma nova hermenêutica e de novos entendimentos sobre as temáticas postas em questão&quot; (2015, p. 181).</p>
			<p>Habermas recupera quatro grandes movimentos que orientaram a racionalidade ocidental e que sobreviveram: o platonismo, o aristotelismo, o racionalismo e o empirismo, os quais perpassam a história da filosofia ocidental. Buscando revigorar o sentido proporcionado pelo horizonte da linguagem considera que, atualmente, presenciamos cinco movimentos que têm contribuído decisivamente nesse deslocamento do horizonte metafísico para o pós-metafísico. São eles: a fenomenologia e, principalmente a filosofia analítica; a filosofia da ciência pós-empirista; o estruturalismo e o marxismo ocidental. Esses amplas movimentos, conforme Habermas, colocam o <italic>logos</italic> sobre outras bases.</p>
			<p>De agora em diante, pelo horizonte linguístico, a razão não se limita ao pensamento. Isso promove uma ampliação compreensiva de sentido de tudo aquilo que categorizávamos pelo horizonte racional da filosofia da consciência, a qual acreditava ter as condições reais de que pela razão é possível espelhar a realidade (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Rorty, 1998</xref>). Esse deslocamento pode ser percebido em todos os campos do saber e nos modos de ser, viver, sentir e pensar. Entre outros aspectos, altera profundamente a relação humanidade natureza.</p>
			<p>Igualmente cria frestas, aberturas e possibilidades ao campo dos fundamentos da educação ambiental, permitindo a compreensão da dimensão ambiental muito mais relacionada às estruturas da vida. Que 'Educação ambiental' pode emergir nesses espaços? Sem dúvida, muitas 'Educações ambientais'. Desse lugar de compreensão pretendo apontar para o horizonte de uma 'Educação ambiental pós-metafísica'.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Da 'Educação ambiental pós-metafísica'</title>
			<p>Uma 'Educação ambiental pós-metafísica' refere-se a uma perspectiva ontológica e crítica de Educação a qual, reconhecendo a multidimensionalidade da crise que atravessamos e as inúmeras patologias socioambientais, relaciona essa compreensão à crise dos fundamentos da educação ambiental e busca, a partir do deslocamento do horizonte metafísico ao pós-metafísico, encontrar brechas e aberturas para pensarmos, sentirmos e ampliarmos compreensões sobre a dimensão ambiental, bem como sobre novas formas de compartilharmos o mundo.</p>
			<p>Sua necessidade emerge a partir da constatação de que a 'Educação ambiental' que predomina, em muitos processos formativos, é ainda a 'Educação ambiental' de orientação epistemológica empírico-analítica positivista, que se traduz em modos de 'Educação ambiental conservadora'. Reconhece, igualmente, o crescimento das tendências crítico-dialética e fenomenológico-hermenêutica. No entanto, na América Latina há ainda um forte predomínio da primeira vertente do horizonte metafísico tradicional de uma 'Educação ambiental conservadora'. Essa educação separa, fraciona o ambiente em meio, promove a cisão humanidade-natureza e reforça a relação subjetivadora de domínio do ser humano em relação às demais naturezas. Igualmente, pela sua compreensão de que a ciência deve agir com neutralidade, não problematiza profundamente o sistema econômico-político capitalista e ainda acredita em aliança com &quot;economias verdes&quot; que orientam a lógica neoliberal. Desse modo, não altera as relações de dependência cultural e econômica e aceita como normais os usos e desusos de exploração da natureza pelos humanos. As limitações a ela conferidas estão diretamente associadas à racionalidade instrumental estratégica que as orienta, como demonstramos neste estudo. Portanto, a crise da 'Educação ambiental' está diretamente associada à crise da Metafísica (<xref ref-type="bibr" rid="B37">Silva, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Layrargues e Lima, 2014</xref>).</p>
			<p>Que princípios orientam a 'Educação ambiental pós-metafísica'? Em nosso esforço compreensivo, neste momento consideramos determinados elementos, alguns dos quais tangenciam movimentos que reforçam esse deslocamento e outros já apontam para novos modos de ser.</p>
			<sec>
				<title>a) Noção de racionalidade</title>
				<p>Assim, consideramos fundamental a demarcação de uma 'racionalidade ambiental pós-metafísica' e o reconhecimento de que estamos em processos de transição ambiental. A noção de uma racionalidade ambiental é amplamente conhecida através dos estudos de Leff que, em sua compreensão, &quot;(...) emerge uma racionalidade ambiental que permite desvelar os círculos perversos, os aprisionamentos e encadeamentos que amarram as categorias do pensamento e os conceitos científicos ao núcleo da racionalidade de suas estratégias de dominação da natureza e da cultura&quot; (2006, p. 18).</p>
				<p>Essa racionalidade tem as potencialidades de reconstruir o mundo, complexifica a temporalidade da vida, mas também possui uma abertura para o futuro, a criatividade, a diversidade, a outridade, entendida como possibilidade de reconhecimento de muitos outros, e as diferenças. Ele entende que ela surge como questionamento da racionalidade totalitária e, por decorrência, dos grandes fundamentos da metafísica que criou o fundamentalismo na busca de uma unidade universal. Outra potencialidade da racionalidade ambiental consiste na desconstrução da racionalidade positivista, propondo novos modos de vida e sugerindo novas articulações entre a natureza e a cultura. E, para ficar bem claro, sua identidade está também nesse enfrentamento ao pensamento e à racionalidade moderna (2006).</p>
				<p>O autor nos convida a transitarmos na direção de um saber ambiental que vai além do conhecimento da biologia e da ecologia. Trata-se um saber não voltado para as externalidades, mas que se dá no terreno das articulações do real complexo e na dimensão existencial de reconstrução das identidades: &quot;O saber ambiental se inscreve no terreno do poder que atravessa todo saber, do ser que sustenta todo saber e do saber que configura toda identidade. O saber ambiental constrói estratégias de reapropriação do mundo e da natureza&quot; (2009a, p. 21).</p>
				<p>A partir da possibilidade de reconstrução de estratégias de renovação de sentidos, reconhecendo as contribuições de Habermas e Leff, defendemos a necessidade de uma 'racionalidade ambiental pós-metafísica', cuja identidade propiciada por movimentos de abertura compreensiva sugere à 'Educação ambiental', o reconhecimento das seguintes categorias: 1) A dimensão plural da 'Educação ambiental' que nega os estreitamentos da racionalidade metafísica clássica e sugere o reconhecimento de realidades plurais e diversas e, nesse sentido, reconhece a presença de 'Educações ambientais' que possam acolher a diversidade em suas múltiplas dimensões; 2) A relevância dos contextos e da linguagem sobre outras configurações, como indicadores de novas leituras de mundo pois, pelo horizonte pós-metafísico, o contextualismo está indicado pela força que a linguagem exerce nesses contextos; 3) A mudança na relação sujeito-objeto que, nessa perspectiva, passa a ser reconhecida e se movimenta pela superação da relação de domínio de um sobre o outro e, também, pela abertura de relações intersubjetivas; 4) A Mudança na relação entre teoria e prática sugerida pela compreensão do não dualismo entre ambas e pelo estreitamento entre as duas dimensões. No horizonte pós-metafísico linguístico, por exemplo, em nossa fala já se concebe uma ação, pois a palavra é também ação; 5) O caminhar, da dimensão epistemológica positivista para a dimensão ontológica da 'Educação ambiental' onde é possível reconhecer que a racionalidade e o modo de fazer ciência positivista não consegue dar conta das múltiplas dimensões de uma 'Educação ambiental' que considera o ambiente inteiro. Nesse sentido, emerge a necessidade de perspectivas de ontoepistemologias ambientais como novo modo de ser e de fazer ciência (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Pereira, 2015</xref>).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>b) Mudança na relação humanidade-natureza a partir do reconhecimento das outridades ambientais</title>
				<p>A perspectiva metafísica, na busca de definir essências e verdades, criou algumas categorizações que distanciaram a dimensão real da ideal. Essas cisões estão estampadas desde a mitologia grega até Heidegger. Buscando separar para explicar, ainda hoje temos como legado, dificuldades em lidarmos com os inúmeros dualismos os quais, por vezes, ainda são vistos simplesmente como opostos e não complementares: ser e não ser, ideal e real, corpo e alma, mito e razão e natureza-humanidade. Ainda mais, a racionalidade metafísica reconhece o ser humano como um ser à parte das demais naturezas. Essa cisão no campo ambiental promove, não apenas as condições para uma relação de domínio de um sobre o outro, mas a autorização para que, se reconhecendo um ser superior, o ser humano determine e utilize a natureza como objeto na efetivação de seus objetivos.</p>
				<p>O horizonte da filosofia da linguagem promove densas alterações nessa compreensão. Ele não apenas nega essa relação de domínio, mas amplia a compreensão dos sentidos ambientais. Por esse viés, podemos compreender relações intersubjetivas humanidade-natureza ou natureza-humanidade, pois deslocando o conceito de razão (antes limitada ao pensamento), o logos linguístico propicia a compreensão de que tudo está em permanente diálogo. Na perspectiva de uma 'Educação ambiental pós-metafísica', a natureza dialoga conosco. Destitui-se a hierarquia, ampliam-se os diálogos e o reconhecimento das inúmeras outridades ambientais. Estamos fazendo menção às compreensões de marco legal na Bolívia, Equador e Chile, entre outros, que reconhecem os direitos da natureza considerando-a, também, como sujeito. E ainda mais: essa compreensão já estava intrínseca nos saberes ancestrais populares das culturas latinas ('Buen Vivir') que desde sempre mantiveram uma perspectiva indissociável entre o humano e as demais naturezas. Essa nova 'Educação ambiental' amplia as possibilidades dialógicas e sugere um reposicionamento do ser humano como apenas mais uma parte integrante de um amplo conjunto no universo cósmico.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>c) Processos de descolonização epistemológica e reconhecimento de saberes pano fundo</title>
				<p>Uma das heranças dos processos de colonização epistemológica, além do epistemicídio cultural, consiste na mitigação do sentido da educação e, por decorrência, da dimensão ambiental. No que concerne à educação no ocidente pelo horizonte metafísico, não houve processos emancipatórios como almejados. Ao contrário, a racionalidade metafísica deixou como herança uma educação danificada, estampada em processos cuja decorrência são a semiformação e a semicultura (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Mühl, 1997</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Zuin, 1997</xref>). A 'Educação ambiental pós-metafísica' avança no sentido de romper com esse modo de ser e de pensar a educação.</p>
				<p>Nesse sentido, nos convida ao reconhecimento dos saberes que, desde já, integram as estruturas dos mundos da vida do mundo social prático. Isso sugere uma profunda inversão axiológica da cultura da dependência, em nosso caso eurocêntrica, fruto de séculos de exploração e de negação de nosso arranjo existencial e dos saberes populares que orientam a vida. A descolonização epistemológica promove processos de escuta das comunidades marginalizadas, acolhimento de conhecimentos plurais, mudanças de práticas eurocêntricas e valorização das pessoas como sujeitos em permanente compartilhamento e diálogos de saberes (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Castro-Gómez, 2005</xref>).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>d) Rejeição de projetos que reforçam as políticas neoliberais e os novos endereçamentos</title>
				<p>A 'Educação ambiental conservadora' integra, nos tempos atuais, o universo de endereçamentos com alianças e perspectivas desenvolvimentistas. Vivenciamos, na América Latina e no Caribe, a partir do início dos anos 90, as decorrências e os impactos das políticas neoliberais na educação. Trata-se de uma política que, por vezes, se impõe como a única forma de educar. Fica evidente, nesse projeto, a existência de alguns acordos de parte de quem financia e dos países que desenvolvem e implementam, a qualquer custo, as referidas tendências. Ocorre que a racionalidade que orienta esse conjunto de políticas é a mesma racionalidade metafísica voltada ao aumento do lucro e do poder. A maioria delas, negam aspectos das culturas locais, dos saberes ancestrais, das economias populares das relações de pertencimento aos territórios, entre outras coisas. Em sua prospecção, não há nada de ajuda ou de ingênua bondade, mas intencionalidades claras de afirmação de uma ontologia que se impõe como modo de ser e de pensar. Fazemos esse alerta mediante a sedução consentida, pela maioria dos Planos Nacionais de Educação, para o horizonte da Educação para o desenvolvimento sustentável. Trata-se de um horizonte que acredita na conciliação entre capital e meio ambiente. A racionalidade que orienta essa concepção de desenvolvimento é a mesma que denunciamos neste estudo. Desse modo, a 'Educação ambiental pós-metafísica' rejeita não apenas o seu discurso, mas o modo como se impõe na região da América Latina, mitigando o sentido da transversalidade da 'Educação ambiental' em muitos Planos Nacionais de Educação (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Calixto, 2010</xref>).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>e) Do olhar ontoepistemológico ambiental como modo orientador da ciência e da vida</title>
				<p>Uma das insuficiências da Metafísica moderna está relacionada ao modo como se concebe e se produz ciência. Pelos processos de subjetivação e objetivação da realidade, pela racionalidade instrumental estratégica, trata-se de um modo que nem sempre coloca a vida como prioridade. Isso desloca a ciência dos seus objetivos em favor de maior garantia de vida digna, produzindo patologias socioambientais que, muitas vezes, esvaziam o sentido da 'Educação ambiental'. É a partir desse referencial que a 'Educação ambiental pós-metafísica' reivindica outros modos de ser e de fazer ciência. Assim, indicamos a perspectiva de uma Ontoepistemologia ambiental compreendida conforme Pereira como:</p>
				<disp-quote>
					<p>(...) um modo de ser e de fazer ciência que considere nas suas múltiplas relações a totalidade da dimensão existencial humana e não humana presente no universo, considerando todas as outridades que são também sujeitos e que assumem e são portadoras de sentidos e experiência intersubjetiva. São também orientadoras de valores estéticos, éticos, espirituais, políticos, históricos e sociais nos quais a dimensão ambiental, desde já, encontra-se presente. Essas múltiplas expressões ganham mais sentido, relevância, percepções e reconhecimentos na e pela linguagem (2019, p. 7).</p>
				</disp-quote>
				<p>Esse olhar ontoepistemológico pode ser muito fecundo para horizontes ambientais inclusivos que se preocupem em inaugurar e manter perspectivas de ampliação de sentido, de reconhecimentos, de diálogos de saberes que reconheçam uma 'Educação ambiental' do ambiente inteiro: &quot;Trata-se, sobretudo, da transição de uma lógica estreita para a construção da racionalidade ambiental nas dimensões materiais, simbólicas, históricas das relações sociedade e ambiente&quot; (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Malta e Pereira, 2018</xref>, p. 82). Destacamos aqui algumas obras e pensadores que, em nosso entender, realizam esses movimentos compreensivos no terreno da 'Educação ambiental'. Estou fazendo menção aqui a alguns exemplos como <italic>Ecofenomenologia: uma janela ao mundo</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Sato, 2016</xref>), <italic>Epistemologías Ecológicas</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Carvalho e Steil, 2013</xref>), <italic>Ecologia Cosmocena</italic> (Pereira, 2016) e todo o conjunto da obra de Leff com destaque para <italic>Racionabilidade Ambiental: a reapropriação social da natureza</italic> (2006), <italic>Saber Ambiental: Sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder</italic> (2009b).</p>
				<p>Em nossa compreensão, os autores e obras arroladas são importantes aportes do horizonte Pós-Metafísico porque redefinem a dimensão ambiental, promovendo alguns rasgos ontoepistemológicos tão necessários para tempos de retorno de perspectivas extremistas, totalitaristas, negacionistas, com muitas violências de encolhimento democrático e de encolhimento de saberes.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações</title>
			<p>Este estudo discutiu a possibilidade de uma 'Educação ambiental pós-metafísica'. Partindo do pressuposto de que a racionalidade metafísica criou muitas patologias socioambientais, foi realizado um movimento compreensivo e identitário da Metafísica, no sentido de perceber suas decorrências. O estudo busca demonstrar que, na modernidade, a partir da metafísica da subjetividade e da noção de racionalidade instrumental estratégica, há um deslocamento que orienta muitos projetos modernos e seus consequentes modos de ser. A leitura de Habermas trouxe contribuições para a compreensão, tanto dessa identidade quanto das suas limitações. Habermas é também fundamental para compreendermos o deslocamento do horizonte metafísico ao pós-metafísico.</p>
			<p>Ancorado em Habermas e Leff, buscamos encontrar espaços e possibilidades para um deslocamento no campo dos fundamentos da educação ambiental, a partir da perspectiva de uma 'Educação ambiental pós-metafísica' a qual, entre outros, se orienta pelos seguintes princípios: a) Uma 'racionalidade ambiental pós-metafísica' (com base no conceito de racionalidade ambiental de Leff, 2006); b) A necessidade de estabelecer processos de descolonização epistemológica; c) A urgência de mudanças na relação 'humanidade-natureza', a partir do reconhecimento das outridades ambientais; d) A rejeição de projetos que reforçam as políticas neoliberais e os novos endereçamentos à Educação, e pelo surgimento de uma outra concepção de ciência que possa orientar a vida. Esses amplos movimentos sacodem a natureza do campo dos fundamentos da educação ambiental o qual, em muitos momentos, se colocou como portador de verdades e indicador de sentidos. A partir da 'Educação ambiental pós-metafísica', o que temos são amplos horizontes de possibilidades e reconhecimentos, onde as 'Educações ambientais', desde já, estão em diálogos com nossos mundos da vida.</p>
			<p>De modo geral, significa reconhecer as potencialidades de perspectivas ecológicas que apontam para horizontes reconhecidos como plurais diversos, não dualistas, com permanente interação, mais ontológicos-existenciais, políticos, sociais, culturais, em que o sentido da dimensão ambiental assume configurações que lhe foram negadas ou não reconhecidas, pelo horizonte que pretendia universalizar a vida, sob a crença nos potenciais de uma razão única. Dessa forma, pela 'Educação ambiental pós-metafísica', o que se busca não é demarcação de verdades, mas a compreensão de outros modos de ser, fazer e sentir a dimensão ambiental na qual, desde já, nos encontramos imersos.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
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					<source>Dicionário de Filosofia</source>
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					<publisher-name>Martins Fontes</publisher-name>
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			<ref id="B2">
				<mixed-citation>Adorno, T. e Horkheimer, M. (1985). <italic>Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos</italic> (G. A. de Almeida, Trad.). Rio de Janeiro: Jorge Zahar.</mixed-citation>
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