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A formação dos farmacêuticos em Guadalajara: 1839-1919

Resumo

Objetivo: Neste artigo apresentamos uma abordagem à história do ensino da farmácia em Guadalajara, um estudo que vai de 1839, ano em que esta disciplina foi criada, a 1919, ano em que o curso de farmácia da Escuela Comercial e Industrial para Señoritas (Escola Comercial e Industrial para Moças) foi encerrado. Mostra como se formou o ensino da farmácia, a sua relação com a medicina, o impacto da instabilidade política na sua evolução, a incidência da experiência profissional dos farmacêuticos e o aparecimento de novas modalidades de ensino.

Originalidade/contribuição: Esta panorâmica não se limita a um relato cronológico das circunstâncias que enquadraram o estudo da farmácia. A sua exposição constitui uma base empírica importante, mas é insuficiente para explicar aos leitores como e porquê se modificaram os conhecimentos, as competências e as capacidades que constituem esta disciplina. Neste sentido, consideramos que a anexação de novos conhecimentos e a sua ordenação têm motivações externas e internas.

Método: Trata-se de uma pesquisa e de uma análise crítica de uma disciplina que se transformou num corpus disciplinar. O trabalho documental baseia-se em colecções históricas, educativas e institucionais de Guadalajara durante o século XIX. Os conteúdos a que nos referimos provêm tanto da revisão bibliográfica dos estudos sobre o ensino superior em Jalisco como da informação recolhida nos fundos documentais do Arquivo Histórico da Universidade de Guadalajara, do Arquivo Histórico de Jalisco e da Biblioteca Pública do Estado de Jalisco.

Estratégias/ coleta de datos: Aqui abordámos os conteúdos didácticos que constituem a base curricular da disciplina, as modalidades educativas da farmácia e as experiências de trabalho dos professores de farmácia, para o que recorremos a materiais documentais do âmbito escolar e curricular, a uma bibliografia orientadora da problemática dominante, bem como à vida profissional e quotidiana dos actores: funcionários da sucursal, protofarmacêuticos, material de jornal, história do currículo, etc., cuja existência se reflecte no acervo documental e curricular, cuja existência se reflecte no registo documental e bibliográfico consultado. 

Conclusões: Neste trabalho tentámos demonstrar, através da documentação, que a farmácia, como corpo fundamental de conhecimentos e práticas terapêuticas, foi, durante grande parte da sua história, uma Cinderela, na medida em que, embora constituísse um fator fundamental na construção da saúde do século XIX em Guadalajara, o seu reconhecimento e estatuto foi injustamente negado, apesar de, no âmbito da sua implementação médica, ter contribuído enormemente para a aplicação da medicina em termos de doenças menores e gradualmente maiores.

Palavras-chave

farmacia, história da educação, ensino, disciplinas e trabalho

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Biografia do Autor

María Guadalupe García Alcaraz

Doctora en Educación, Profesora investigadora del Departamento de Estudios en Educación, miembro de la línea de investigación Historia social y cultural de la educación, maria.galcaraz@academicos.udg.mx

Luciano Oropeza Sandoval

Doctor en Educación, Profesor investigador del Departamento de Estudios en Educación, miembro de la línea de investigación Historia social y cultural de la educación,  luciano.oropeza@academicos.udg.mx


Referências

  1. Archivo Histórico de Jalisco, Fondo de Instrucción Pública.
  2. Archivo Histórico de la Universidad de Guadalajara, Fondo Antecedentes Históricos de la Universidad de Guadalajara.
  3. Colección de Leyes y Decretos del estado de Jalisco. Guadalajara: Biblioteca Pública del Estado de Jalisco.
  4. Oliver Sánchez, Lilia V. Salud, desarrollo urbano y modernización en Guadalajara. 1797-1908. Guadalajara, México: Universidad de Guadalajara, 2003.
  5. Oropeza Sandoval Luciano. “Las argucias de las mujeres para ingresar a los espacios públicos: las primeras estudiantes de farmacia en Guadalajara”, en Mujeres, niños y niñas en la historia. América Latina, siglos XIX y XX, coordinado por Laura Catalina Díaz Robles, Anayanci Fregoso Centeno y María Guadalupe García Alcaraz. Guadalajara, México: Universidad de Guadalajara, 2016, 289-311.
  6. Oropeza Sandoval Luciano. “La carrera de farmacia en la Escuela Comercial e Industrial para Señoritas de Guadalajara”. Memoria del XIV Congreso Nacional de Investigación Educativa/COMIE, San Luis Potosí, México, noviembre de 2017.
  7. Peregrina, Angélica. Ni Universidad ni Instituto: educación superior y política en Guadalajara (1867-1925). Zapopan, Jalisco: Universidad de Guadalajara/El Colegio de Jalisco, 2006.
  8. Viñao Fraga, Antonio. “La escuela y la escolaridad como objetos históricos. Facetas y problemas de la historia de la educación”, en Pensar críticamente la educación escolar. Perspectivas y controversias historiográficas, coordinado por Juan Mainer. Zaragoza, España: Prensas Universitarias de Zaragoza, 2008, 83-118.
  9. Tyack, David y Larry Cuban. En busca de una utopía. Un siglo de reformas a las escuelas públicas. México: Fondo de Cultura Económica, 2001.

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