“Si se acaba el Rio, la comunidad acaba”: dimensión pedagógica del racismo ambiental

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Autores

André Carneiro Melo https://orcid.org/0000-0003-1974-0052
Marco Antonio Leandro Barzano https://orcid.org/0000-0003-3273-9216

Resumen

Este artículo tiene como objetivo analizar las prácticas educativas que emergen de las situaciones de conflicto en las que se da valor a la ancestralidad y al derecho al territorio quilombola. A partir de las narrativas de los habitantes de la comunidad de Barreiros de Itaguaçu frente a las situaciones que reducen su territorio tradicional, nació el deseo de contribuir —a través de la producción de conocimiento sobre el racismo ambiental
experimentado por la comunidad— con la esperanza de aumentar su visibilidad en un espacio donde los diferentes ejes de la colonialidad no lo permiten. La convivencia en la comunidad mostró que los residentes crean estrategias de resistencia para combatir el proceso de ocupación de sus territorios. Esta idea de resistencia que hemos descrito no se limita exclusivamente a la defensa del territorio; también hace referencia a la defensa de las formas de supervivencia y del estilo de vida comunitario que evidencian la identidad quilombola. Este contexto de resistencia de la comunidad se considera un universo de tensiones y múltiples problemas originados en el sistema colonial mundial, basado en las diferentes caras de la colonialidad, de donde emergen los saberes producidos en la comunidad quilombola que cuestionan otras formas de apropiación de la naturaleza.

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