La niñez sin tierrita y las movilizaciones infantiles en Brasil

Contenido principal del artículo

Autores

Márcia Mara Ramos https://orcid.org/0000-0001-6698-0169
Ligia Leão de Aquino https://orcid.org/0000-0002-8767-7203

Resumen

Este trabajo se centra en el niño en el contexto de la lucha por la tierra en Brasil, en movilizaciones infantiles del Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra [MST], que da a la niñez visibilidad, presencia en la lucha y protagonismo en la construcción de la identidad sin tierrita. Como experiencia educativa latinoamericana, la práctica educativa con la niñez sin tierrita ha influido en los movimientos populares vinculados a la Vía Campesina, al permitir mayor participación a la mujer en diferentes escenarios, así como la participación del niño, como sujeto histórico y de derecho en el contexto de la lucha. En el MST, la tierra, en su significado de lucha, es la posibilidad de reproducir la existencia humana. Allí, el niño hace parte y da sentido a la lucha por la tierra, y también es la realización de una infancia de la clase trabajadora. Al repensar ese lugar desde una perspectiva contrahegemónica, se exige el desarrollo de prácticas guiadas desde una educación política, relacionadas con una pedagogía socialista y de educación popular en la organización de la niñez en el campo.

Palabras clave:

Detalles del artículo

Licencia

Creative Commons License
Esta obra está bajo licencia internacional Creative Commons Reconocimiento-NoComercial 4.0.

Praxis & Saber is licensed under a https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/

Referencias

Agamben, G. (2004). Estado de Exceção. São Paulo: Ed. Boitempo.

Alentejano. P.(2014). Questão Agrária e Agroecologia no Brasil do Século XXI. Em Molina, M., Santos dos, C., Michellotti, F., & Sousa, R, (Ed.), Práticas contra-hegemônicas na formação dos profissionais das ciências agrária: reflexão sobre Agroecologia e Educação do Campo nos cursos do pronera (pp. 1-147). Brasília: NEAD.

Benjamin, W. (1984). Reflexões: A criança, o brinquedo, a educação. São Paulo: Ed. Summus.

Caldart, R. (2009). Pedagogia do Movimento Sem Terra. São Paulo: Ed. Expressão Popular.

Felipe, E. (2009). Entre campo e cidade: infâncias e leituras entrecruzadas - um estudo no assentamento Palmares II, Estado do Pará (Tese de Doutorado em Educação. Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil).

Guedes, E. (2018). Crianças Sem Terrinha em direção à Praça dos Três Poderes, para entrega de documento ao Ministério da Educação [Foto]. Em G. Marinho, Durante passeio cultural em Brasília, Sem Terrinha entregam manifesto no MEC. Disponível em http://www.mst.org.br/2018/07/25/durante-passeio-cultural-em-brasilia-semterrinha-entregam-manifesto-no-

Mançano, B. (s. d.). Via campesina. Em Enciclopédia Latinoamericana. Disponível em http://latinoamericana.wiki.br/verbetes/v/viacampesina.

Martins, C. [Clauber Martins]. (2014). SEM-TERRINHA Palestina livre (Calango studio). [Vídeo]. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=XNAm0SQQeOk. Acesso em 14/02/2019.

Movimento Sem Terra. (2014). Congresso reúne 15 mil camponeses em Brasília. Disponível em http://www.mst.org.br/2014/02/07/congresso-reune-15-mil-camponeses-em-brasilia.html

Redondo, P. (2015). Infancia(s) latinoamericana(s), uma deuda interna, um debate pendiente. Em. V. Müller (Org.), Crianças na América Latina: Histórias Culturas e Direitos, 1, 15-32.

Ramos. M. (2016). Educação, Trabalho e Infância: Contradições, limites e possibilidades no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. (Dissertação de Mestrado em Educação). Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.

Silva da, A., Felipe, E., & Ramos, M. (2012). Infância do Campo. Em R. Caldart,I. Pereira, P. Alentejano, & G. Frigotto (Orgs.). Dicionário da Educação do Campo. Rio de Janeiro: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio; São Paulo: Expressão Popular

Stedile, J., & Mançano, B. (1999). Brava gente: A trajetória do MST e a luta pela terra no Brasil. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo.

Wartofsky, M. (2000). A construção do mundo da criança e a construção da criança no Mundo. Em W. Kohan & D. Kennedy (Orgs.), Filosofia e Infância. Possibilidades de um encontro. Petrópolis: Ed. Vozes.

Descargas

La descarga de datos todavía no está disponible.